Liderança Estratégica

A liderança é exercida em três níveis dentro de uma organização: estratégico, tático e operacional. Sendo a liderança tática, exercida por gerentes, supervisores e coordenadores, essencial para assimilar as decisões tomadas pelo nível estratégico (institucional) e transformá-las em um conjunto de ações exequíveis para o nível operacional (técnico). Mas, para que isso aconteça, é preciso também agir estrategicamente.

A liderança estratégica envolve pensar a longo prazo, identificar tendências e oportunidades, além de alinhar as atividades da equipe com a visão e missão da organização, sem deixar de lado, também, o desenvolvimento dos liderados.

Qual o papel de uma liderança estratégica?

A liderança estratégica pode ser o diferencial para que uma empresa se mantenha competitiva num mercado em constante mudança. Vamos pegar o exemplo de uma partida de futebol: o treinador deve coordenar uma série de ações, com base na análise do jogo, para alcançar seus objetivos. Isso é chamado de estratégia. A tática inclui toda a movimentação que ele fará, como substituições, para colocar sua estratégia em prática.

No entanto, é importante lembrar que estratégia e tática são complementares, e o gestor deve desenvolver suas estratégias de modo que as táticas possam ser facilmente implementadas. Em outras palavras, a estratégia define o objetivo do líder e como ele irá alcançá-lo, enquanto a tática se concentra nas ações e ferramentas para a execução.

Por isso, independentemente do cargo que ocupa, todo líder deve ser capaz de ser tanto tático quanto estratégico em sua função.

A liderança estratégica tem ainda um valor diferenciado para empresas com muitos membros na equipe. Nesse caso, ela ajuda a alinhar líderes e liderados em torno da visão e dos objetivos da empresa, o que leva a um ambiente de trabalho mais eficiente e colaborativo.

Um líder estratégico, sendo proativo, ajuda a empresa no planejamento e antecipação de problemas futuros, a fim de minimizar seus impactos. Isso envolve a identificação de tendências e desafios, além da criação de um plano de ação para enfrentá-los.

Os desafios da liderança estratégica

A transição de líder tático para estratégico pode ser desafiadora, pois exige uma mudança na forma de pensar e agir. Enquanto o líder tático tende a se concentrar em tarefas a curto prazo, o líder estratégico deve ter uma visão ampla do negócio, entender as tendências do mercado, as necessidades do cliente e as forças que afetam o setor em que atua.

Um termo amplamente utilizado hoje em dia é o de “visão holística do negócio”, que representa uma abordagem de todos os aspectos integrados da empresa, desde seus objetivos, processos e funcionários até clientes, fornecedores, concorrentes e ambiente externo.

A partir dessa perspectiva, os gestores podem tomar decisões mais estratégicas e informadas, tendo em mente a empresa como um todo e não apenas partes isoladas. Isso permite que as interconexões entre os diferentes departamentos sejam levadas em consideração, bem como as mudanças no mercado que podem afetar a organização.

Com uma visão holística, os gestores conseguem identificar áreas que precisam de melhorias e oportunidades de crescimento, alinhando metas e estratégias de forma mais eficiente. Além disso, essa abordagem também aumenta a eficiência e produtividade da empresa, além de fortalecer a capacidade de adaptação a mudanças no ambiente de negócios.

Além disso, a liderança estratégica requer a capacidade de inspirar e motivar uma equipe para trabalhar em direção a um objetivo comum, ao mesmo tempo em que se mantém focado no futuro da empresa.

Aqui, cabe também uma ressalva sobre o tipo de gestão vigente na empresa e que impacta na autonomia de líderes e liderados. Se a cultura da empresa segue um modelo de demandas e avaliações que é muito engessado, os talentos podem até querer fazer algo inovador e em conjunto, mas encontrarão barreiras.

Ou seja, nesses casos, o que resta a gerentes e coordenadores, por exemplo, é apenas aplicar em suas equipes estratégias que não funcionam. Mas, não tem autonomia para mudar o que foi decidido em etapas anteriores pela gestão. Daí a importância de se ter níveis de administração que conversem entre si não apenas em relação às demandas, mas a formas e processos para colocá-las em prática.

Fonte: https://www.metadados.com.br/blog/lideranca-estrategica